O protesto decorreu na manhã desta segunda-feira frente à porta principal das instalações do clube.

Os trabalhadores do Bingo do Vitória de Setúbal não têm salários em atraso, em termos legais, mas desde há quatro anos que recebem o salário em várias parcelas, com alguns dias/semanas de atraso, o que causa grande transtorno a alguns deles", disse António Barbosa, do Sindicato dos Trabalhadores da Hotelaria, Turismo, Restauração e Similares do Sul, ouvido pela Agência LUSA.

O sindicalista acusa ainda o clube de cobrar as quotas dos trabalhadores sindicalizados sem as entregar ao sindicato, pelo menos desde janeiro deste ano, além dos atrasos nos pagamentos.

Já reduziram o quadro de pessoal, com a promessa de que, após a rescisão com cerca de 15/20 trabalhadores, a situação seria regularizada, mas continua tudo na mesma", acrescentou.

De acordo com o sindicalista, há quatro anos que existe a expetativa de que o grupo espanhol PEFACO tome conta do Bingo do Vitória de Setúbal, mas tal nunca se concretizou e a situação continua a degradar-se à medida que o tempo passa.

Segundo uma trabalhadora que participou na ação de protesto, "o pagamento de salários em várias parcelas causa grande transtorno".

Neste momento ainda só recebemos cerca de metade do salário de junho, que normalmente é para pagar a renda de casa, a água e luz, e ficamos, praticamente, sem dinheiro para comer. E há alguns trabalhadores que foram de férias sem receber o subsídio", lamentou.

Apesar da greve de um dia, o sindicato de Hotelaria garante que os trabalhadores continuam interessados na via do diálogo e que vai solicitar reuniões com os responsáveis do Vitória de Setúbal, com a Câmara Municipal de Setúbal e com a Secretaria de Estado do Turismo.

Ainda sem se pronunciar, continua o presidente do Vitória de Setúbal, Fernando Oliveira.