Os cinco homens detidos na madrugada de quarta-feira na sequência de um descarregamento de mais de duas toneladas de haxixe, em Tavira, ficaram em prisão preventiva.

"Após este primeiro interrogatório, a Secção de Instrução Criminal de Faro decidiu aplicar aos cinco arguidos a medida de coação de prisão preventiva, tal como tinha sido requerido pelo Ministério Público", lê-se num comunicado divulgado no portal da Procuradoria da República da Comarca de Faro.

Com idades entre os 28 e os 58 anos, os indivíduos foram detidos ao abrigo de uma investigação da Polícia Judiciária de Faro, que já durava há um ano e que culminou na apreensão de 70 fardos de haxixe.

Dois deles foram detidos já nas suas residências, em Tavira, e os outros três foram intercetados na Fuseta, em Olhão, enquanto atracavam a embarcação que transportou a droga, para ali deslocada após o descarregamento em Tavira, a poucos quilómetros.

Após o primeiro interrogatório, o juiz de Instrução Criminal acabaria por decretar-lhes a prisão preventiva, prosseguindo, agora o inquérito sob a direção do Ministério Público da 2.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal de (DIAP) de Faro.

O destino das duas toneladas de haxixe apreendidas na madrugada de quarta-feira pela PJ, com a colaboração da Polícia Marítima e da Unidade de Controlo Costeiro da GNR, seria o mercado espanhol.

A PJ acredita que os cinco arguidos integram uma "rede doméstica" de tráfico, sendo que dois deles já cumpriram penas de prisão por tráfico de droga.

Durante a operação, foram apreendidas duas embarcações, um automóvel de gama alta, uma viatura de mercadorias, cerca de 1.500 euros, 300 dirhams marroquinos, um telefone satélite, um rádio de telecomunicações, um aparelho GPS e vários telemóveis.