Novo apelo, mas este com uma nuance importante: também é pós-eleitoral, mas é dirigido a todos os partidos. Afinal, se o PS não corresponde, outro partido pode estar interessado em construir a tal "estabilidade" de que tanto se fala numa eleição renhida, que pode provocar um Parlamento fragmentado.

E por isso em Mirandela, na tal campanha em crescendo, Passos Coelho não tem dúvidas que este é o momento para mostrar abertura no day after:
 

"Não é a eleição que temos pela frente que diminuirá a nossa atitude de estar abertos a assumir compromissos com todos os partidos que se mostrem disponíveis". 


É um apelo que segue a linha de que esta é uma eleição para "o futuro de Portugal", não uma eleição que definirá o futuro dos partidos políticos com assento Parlamentar. E por isso apela a "todos os partidos" que se "mostrem disponíveis para unir o país numa eleição, que é uma eleição para o futuro de Portugal".

No arco da governação, costuma estar PS e PSD, mais CDS. Mas afinal de contas há mais forças partidárias na Assembleia da República. E se o PS não corresponde aos apelos - nem ao da reforma da Segurança Social, que António Costa disse claramente, no debate das rádios, "não contem connosco" - então o convite é alargado.

Alargada também está a ser a campanha: saiu dos espaços fechados e controlados, para ir ao encontro das pessoas nas ruas. E depois do ensaio na social-democrata Arcos de Valdevez, Passos arrisca de novo: só hoje terá duas arruadas programadas, depois de ter já feito um momento improvisado em Bragança, que os jornalistas não estavam a contar.