O diploma em negociação entre a maioria PSD/CDS-PP e o PS sobre a cobertura mediática das eleições, para o Bloco de Esquerda "morreu hoje". O partido admite, no entanto, pela voz do deputado José Soeiro, haver alterações a fazer na legislação.

"Este texto morreu hoje e o processo que lhe deu origem também foi absolutamente errado. Precisamos de encontrar uma solução e para encontrá-la precisamos do contributo da comunicação social, dos partidos, dos que têm e dos que não têm representação parlamentar, mas este processo, francamente, hoje podemos dá-lo por enterrado"


José Soeiro disse, ainda, que "há caminho a fazer". "Hoje há três comentadores em sinal aberto, nas televisões, e são os três do PSD. Precisamos de garantir o pluralismo e a igualdade de oportunidades na cobertura das campanhas. Precisamos de encontrar soluções que não sejam burocráticas e que passem por aquelas propostas que foram apresentadas", defendeu, citado pela Lusa.

Ainda hoje, a deputada socialista Inês de Medeiros sublinhou que o texto ainda não fora entregue e que só o seria em caso de consenso, e que "nunca esteve em cima da mesa um visto prévio",  ao passo que o PCP já tinha declarado na véspera estar contra o diploma.

Entretanto, os   diretores de informação dos canais de televisão, jornais, rádios e online preparam ainda para esta sexta-feira a divulgação de uma posição conjunta sobre o projeto-lei, sendo que vários editoriais e títulos garrafais classificam a medida proposta pela maioria PSD/CDS-PP, com o apoio do PS, como  "censura"

A presidente Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas, São José Almeida,considera o controlo prévio  "inaceitável" e, mesmo, "um absurdo".  

Seja em títulos garrafais, seja em artigos, os jornais reagiram ao projeto-lei da maioria PSD/CDS-PP - e que tem o apoio do PS - com a palavra "censura"