Uma testemunha do desastre aéreo do avião da GermanWings, que esta terça-feira matou 150 pessoas, contou, à agência espanhola EFE, que a aeronave não apresentava problemas evidentes, para além da baixa altitude a que se encontrava. Por outro lado, outros testemunhos contam que ouviram  «barulhos» antes do momento fatal.

Sébastien Giroux, habitante em Prads-Haute-Bléone, uma pequena povoação do sul de França junto ao local do acidente, contou que não viu «fumo» nem ouviu ruídos estranhos, mas ficou surpreso que a aeronave estivesse a tão baixa altitude, o suficiente para perceber que não iria conseguir atravessar a montanha.

«A única coisa que estranhei foi que àquela altura [o avião] não ia conseguir atravessar a montanha», disse.


Giroux presenciou o acidente que diz ter acontecido pouco depois das 10:47 (9:47 em Lisboa), a uma dezena de quilómetros de onde se encontrava.



Crash A320 : un témoin a vu l'avion en difficulté por LaProvence


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Sandrine Boisse, presidente do Gabinete de Turismo Pra Loup, contou à Associated Press, que chegou a pensar que era uma avalanche.

«Foi um barulho ensurdecedor. Pensei que era uma avalanche, embora soasse um pouco diferente. Foi um barulho curto que durou apenas alguns segundos», disse.


Também o dono de um acampamento perto do local do acidente, Pierre Polizzi, afirmou que ouviu o avião a fazer barulhos estranhos antes de cair.
 

«Às 11:30 ouvi uma série de barulhos altos no ar. Muitas vezes há caças a voar aqui na zona, por isso eu pensei que era isso. Olhei para fora para fora mas não vi nenhum jato», disse o AP. «O barulho que ouvi foi longo - oitos segundos - como se o avião estivesse a ir mais devagar do que um avião militar. Depois, houve outro barulho longo de cerca de 30 segundos».  


Uma outra testemunha conta, em francês, o que viu. 



O avião da companhia «low cost» seguia de Barcelona para Dusseldorf, na Alemanha. Morreram todos os 150 ocupantes, a maioria alemães. 

Destroços serão apenas  acessíveis por via aérea, pois o aparelho despenhou-se numa zona montanhosa, a dois mil metros de altitude. Um jornal local adianta que os destroços estão espalhados ao longo de dois quilómetros. Um cidadão local também reportou que o acesso ao local só pode ser feito de helicóptero ou através de três horas de caminhada.  

               

Não são conhecidas as causas do acidente. Inicialmente, a meteorologia francesa admitiu a possibilidade do aparelho ter encontrado tempo instável, mas mais tarde,  num comunicado, o instituto assumiu que o tempo no local do acidente estava «particularmente tranquilo».  .