Os professores vão realizar a componente específica da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) nas férias da Páscoa, entre os dias 25 e 27 de março, segundo um despacho publicado na segunda-feira em Diário da República a que a Lusa teve acesso.

Depois de terem feito a componente comum a 19 de dezembro, os docentes que ficaram aprovados deverão realizar dentro de um mês a segunda fase da PACC, condição obrigatória para se poderem candidatar a dar aulas.

Ouvido na TVI24, Mário Nogueira, da Fenprof, lamenta a execução da prova.
 

«É sempre um fator de perturbação que se abate sobre as escolas», já que surge num «período em que os professores que são convocados para a vigilãncia estão envolvidos em trabalho dos seus alunos».
 
Mário Nogueira considera mesmo que «o ministério da Educação dá importância [a esta prova] acima da avaliação dos próprios alunos».



As datas das diferentes provas – consoante as disciplinas e anos a que dão aulas – estão marcadas para os dias 25, 26 e 27 de março, segundo o despacho datado de segunda-feira e assinado pelo secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário.

Segundo o diploma que define o calendário a aplicar no atual ano letivo (2014-2015), no dia 25 realizam-se as provas específicas de Português, Alemão e Francês do 3.º ciclo e secundário, mas também de Matemática do 1.º e 2.º ciclo, entre outras.

«Há aqui alguma coisa estranha. Olhando para este calendário, há simultaneidade de provas, o que significa que é que vamos ter professores a terem que fazer todos os dias – algumas vezes, de manhã e de tarde e até com a coincidência de hora-, diversas provas, uma vez que estes colegas estão habilitados para mais do que uma disciplina». 


A realização das provas poderá ficar marcada pela greve de professores, já que durante o passado fim-de-semana sete organizações sindicais convocaram para todo o mês de março uma greve nacional ao serviço relacionado com a PACC.

Mário Nogueira recorda que «as organizações sindicais já apresentaram o pré-aviso de greve», pelo que «nesses três dias, todos os professores que forem convocados para essa vigilância podem aderir a esta greve. Não têm que estar a vigiar os seus colegas».