O EATT16 ou European Air Transport Training destina-se a qualificar pilotos e tripulações para operarem sem limitações ou falhas de comunicação entre os diversos países da União Europeia.

Este programa de exercícios de Aeronaves de Transporte Tático tem como objetivo último garantir que as Forças Armadas dos países envolvidos possam operar nos teatros internacionais, não como esquadras independentes, mas como uma força única, sem limitações ou falhas de comunicação ou procedimentos diferenciados, o que poderia colocar em risco o sucesso das missões reais.

Neste exercício, considerado um dos mais importantes a nível de defesa europeia participam, além das Forças Armadas Portuguesas, forças da Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Lituânia, Holanda, Polónia e do Reino Unido, num total de 1700 militares e conta ainda com o  Brasil e a Bulgária como países observadores.

O frenesim de aeronaves está a agitar o dia a dia da Base Aérea Nº11 desde dia 19 e prolonga-se até dia 1 de julho, tendo as missões ainda como “palco” os céus do centro/norte de Portugal continental.

A lista de aeronaves que descolam da placa alentejana é também diversa com Portugal a integrar o exercício com os C-130 (esquadra 501 – “Bisontes”) e também os C-295 (esquadra 502 – “Elefantes”), tal como a maioria dos países que operam estas duas aeronaves, já no caso da Alemanha a escolha recai nos C-160 e a Lituânia opera um C-27.

Um exercício que não se limita apenas à coordenação em voo mas também a aspetos logísticos e de manutenção. O EATT está também vocacionado para a interoperabilidade das equipas de manutenção e operações no solo que têm um papel fundamental em garantir que as aeronaves estão em condições para voar e completar a missão, assim como fazer cumprir as manobras de carga e descarga uma vez que se tratam de aeronaves de transporte tático.

Este é apenas mais um dos exercícios de referência que a Portugal tem sido chamado para coordenar. Mais recentemente as Forças Armadas Portuguesas foram também organizadoras ou colaboraram na organização de exercícios táticos como o Real Thaw, Hot Blade ou o Trident Juncture, afirmando-se como uma das forças europeias com grande capacidade para recriar cenários que servem de formação e preparação para missões da NATO, União Europeia ou Nações Unidas.