Nasceu, de boa saúde, sem problemas, a meio de uma viagem entre o Dubai e a capital filipina, Manila. Chama-se Haven e falta a resposta a outras perguntas corriqueiras, como o peso, o tamanho e com quem se parece mais. Até porque, ao que se sabe, de família, a bordo do avião, só ia a indispensável mãe, a qual só esperava o parto da bebé lá para outubro.

Só que, cinco semanas antes da data prevista, a bebé Haven resolveu vir à luz, sem se preocupar se a mãe estava a bordo de um avião da companhia filipina Cebu Pacific. Pois, estava. A 36 mil pés de altitude entrou em trabalho de parto prematuro.

A tripulação descobriu no voo duas enfermeiras, duas assistentes de bordo com alguma formação na matéria também ajudaram. A parturiente foi levada para uma zona mais desocupada na frente do avião e já depois do parto, voltou ao seu lugar com Haven nos braços, depois da bebé ter sido lavada com água mineral.

O avião fez uma escala no aeroporto de Hyderabad, na Índia, para que a mãe e filha pudessem ser convenientemente assistidas, o que fez com que a viagem demorasse 18 horas em vez das previsíveis nove. Mas ninguém a bordo se chateou com o atraso. Antes pelo contrário.

"Milagre de Deus"

Foi a primeira vez que um parto ocorreu a bordo de um avião da Cebu Pacific, uma companhia low-cost que voa para 36 destinos dentro das Filipinas e 30 outros internacionais.

Bebé Haven és um milagre de Deus a 36 mil pés de altitude. Fomos abençoados por termos sido um intrumento no teu parto em segurança. Serás sempre a minha passageira inesquecível", foram as palavras de alegria do chefe de cabina do avião, Mark Martin.

O inusitado da experiência levou também os passageiros a quererem registar o momento.

Isto só acontece em filmes e temos muita sorte em ser testemunhas deste milagre", escreveu a passageira Missy Berberabe Umandal na suia conta no Facebook.

Num longo relato, a senhora Umandal não se encurtou em relatar todos os momentos do parto, partilhados pelos passageiros.

Ouvimos um grito meio-alto e poucos segundos depois, pequenos guinchos. Foi quando percebemos que tinha nascido. Momentos depois, a mulher voltou ao seu lugar, com a bebé nos braços (bem forte, posso dizê-lo). Havia dois outros bebés no voo e um dos passageiros tinha um saco cheio de roupas e outros produtos de puericultura, que não podiam aparecer em altura mais apropriada", relatou a passageira Umandal, que não resistiu a tirar uma foto da pequena Haven.

Uma prenda para dar muita volta

Por ter nascido no avião da Cebu Pacific, a companhia aérea filipina chegou-se à frente. A bebé Haven foi presenteada com um bónus de um milhão de pontos em milhas aéreas. Podem ser também usados pela sua família e não têm prazo.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, para conseguir um milhão de pontos na companhia Cebu Pacific, um cliente teria de gastar cinco milhões de pesos filipinos, cerca de 95 mil euros.

Mas para se terem outros termos de comparação para a prenda recebida pela bebé Haven, há viagens internas nas Filipinas que se podem pagar com 100 pontos.

Já em voos internacionais, por exemplo, na rota entre o Dubai e Manila, na qual Haven nasceu, são precisos 25 mil pontos para cumprir uma viagem de 4200 milhas aéreas. Por este prisma, sabendo que uma volta ao mundo pelo Equador tem cerca de 25 mil milhas... É fazer as contas, como já disse alguém conhecido.