A candidata a presidente do CDS-PP Assunção Cristas acusou esta sexta-feira o primeiro-ministro socialista, António Costa, de ter cometido "mais uma imprudência" ao atacar o Banco de Portugal (BdP) e o governador, Carlos Costa.

Para a deputada democrata-cristã, as recentes declarações de António Costa e outros dirigentes socialistas constituem "mais uma imprudência, atacando o BdP". De acordo com a Lusa, a parlamentar centrista falava num almoço-debate com militantes, no Instituto Democracia e Liberdade Amaro da Costa, em Lisboa.

"Todos nós defendemos um supervisor mais proativo, capaz de prever e de intervir, mas independente. O CDS sempre defendeu que [o governador do BdP] devesse ser nomeado pelo Presidente da República. Não pode servir de arma de arremesso político. Mais uma vez, um golpe na credibilidade nas instituições e no nosso país", frisou, referindo-se à atuação do chefe do Governo do PS.

A responsável do CDS-PP defendeu ainda uma solução célere para os "lesados do BES", designadamente através de um "tribunal arbitral, com representantes das várias partes e um presidente independente".

"Nós vemos um primeiro-ministro bastante imprudente, colocando em risco os esforços efetivos dos portugueses, com habilidades políticas - como esta de que negociou muito o orçamento em Bruxelas -, mas que só trazem inquietude e, sobretudo, não traduzem posição de respeito para com esforços e sacrifícios que os portugueses fizeram durante este tempo", insistiu.

Para a parlamentar do CDS-PP, António Costa está a protagonizar "um logro, uma mentira", pois, "de facto, não houve fim ou um virar de página da austeridade".

"Quanto muito, se virou a página, foi para escrever nas costas outras medidas também elas de austeridade", ironizou, referindo-se ao aumento do imposto sobre os combustíveis, afetando milhares de famílias portuguesas.

Assunção Cristas salientou ainda as iniciativas que estarão a ser preparadas por BE e PCP para reclamar a reestruturação da dívida e a postura do executivo socialista.

"Das duas uma, ou fala pela boca dos outros e diz uma coisa em Bruxelas com vestes institucionais, mas depois vai lançando aquilo que realmente pretende fazer ou, então, faz uma fraquíssima figura, sem conseguir acertar em aspetos tão relevantes como o que vai acontecer à nossa dívida e sua trajetória", afirmou.