O presidente da comissão executiva do BPI, Fernando Ulrich, afirmou hoje confiar que, se for indigitado como primeiro-ministro, o secretário-geral do PS, António Costa, terá o sentido de responsabilidade para manter o rigor das finanças públicas.

"Se porventura o doutor António Costa for indigitado para ser o próximo primeiro-ministro eu pessoalmente confio no doutor António Costa e no Partido Socialista de que terão o sentido de responsabilidade necessário para manter o país num caminho de rigor e de garantia de estabilidade no sistema financeiro", afirmou.

Fernando Ulrich fez uma declaração aos jornalistas no Palácio de Belém, no final de uma audiência com o Presidente da República, Cavaco Silva, e não quis responder a perguntas.

O presidente do BPI sustentou que "só com rigor nas finanças públicas e estabilidade no sistema financeiro será possível continuar a melhorar de forma gradual e sustentável as condições de vida dos portugueses".

Fernando Ulrich começou por elogiar o primeiro-ministro demissionário, considerando que "fez um excelente trabalho" e que, se hoje o país está melhor, isso se deve "ao esforço enorme" que os portugueses fizeram nos últimos quatro anos num caminho "liderado pelo governo do doutor Pedro Passos Coelho".

"Penso que fez um excelente trabalho e portanto a minha primeira palavra era para lhe agradecer e felicitar pelo trabalho realizado", disse, considerando que "o país está numa situação que é exigente mas que é muito melhor do que aquela que existia" quando iniciou o anterior mandato.

A audiência do presidente da comissão executiva do BPI insere-se num conjunto de reuniões que o Presidente da República está a promover sobre a situação política, após a rejeição do programa do Governo PSD/CDS-PP.

A moção de rejeição do PS ao Programa do XX Governo Constitucional foi aprovada a 11 de novembro com 123 votos favoráveis de socialistas, BE, PCP, PEV e PAN, o que, de acordo com a Constituição, implica a demissão do XX Governo Constitucional, suportado por PSD e CDS-PP, e liderado por Pedro Passos Coelho.

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