Depois da reação cautelosa aos atentados de Paris, na segunda-feira, as bolsas europeias voltaram a terreno fortemente positivo esta terça-feira, com subidas superiores a 2%.  Paris liderou os ganhos, com uma subida de 2,77%, seguida de Amesterdão (2,70%) e Lisboa (2,53%).

Os mercados reagiram positivamente ao acordo entre a União Europeia e a Grécia que permitiu o desbloqueio de uma tranche de ajuda de dois mil milhões de euros e mais 10 mil milhões para o fundo de recapitalização da banca grega.

Por outro lado, os investidores vêem com bons olhos a resposta rápida da U.E. ao pedido de ajuda militar da França na reação aos ataques terroristas de sexta-feira em Paris, e não temem que os efeitos negativos na economia, designadamente no turismo, sejam prolongados.

A perspectiva de uma revisão da política monetária do Banco Central Europeu, com o alargamento das medidas de estímulo já no próximo mês de dezembro, também dá algum conforto aos investidores.
 

BCP dispara mais de 6%

 
Lisboa registou o melhor desempenho desde as eleições de outubro e o maior contributo para o desempenho do índice PSI20 veio do BCP. Os títulos do Millennium BCP dispararam 6,198%, para 5,14 cêntimos por ação, ainda a beneficiar do resultado dos testes de stress feitos ao Novo Banco.

Apesar do banco liderado por Eduardo Stock da Cunha necessitar de 1.400 milhões de euros para reforçar capitais,  os investidores estão a acreditar que esse reforço não vai ser exigido ao sistema financeiro, mas vai ser obtido através do plano de reestruturação em curso e da entrada de um acionista no capital do Novo Banco.  A acompanhar a valorização do BCP, o Banif ganhou 4,167% e o BPI uns mais modestos 0,777%.

A contribuir para a forte subida da bolsa nacional esteve ainda a Galp, cujas ações ganharam 3,12%, a acompanhar o desempenho do setor energético europeu.

Também os títulos do retalho tiveram fortes subidas, com a Jerónimo Martins a ganhar esta terça-feira 3,054% e a Sonae 2,460%.