A campanha que as autoridades chinesas estão a levar a cabo contra as gestoras não reguladas de fortunas já deu frutos. Há mais detalhes sobre um alegado esquema em pirâmide que defraudou mais de 25 mil investidores em cerca de 39,9 mil milhões de yuan (5,4 mil milhões de euros)

Wealthroll Asset Management, uma empresa com sede em Changai, que fazia aplicações de grandes fortunas continua com uma dívida de 5,2 mil milhões de yuan (704 milhões de euros) a cerca de 12.800 indivíduos.

Segundo a Bloomberg, a informação foi avançada pelo jornal Jiefang Daily, que cita a polícia e a confissão do dono da empresa, Xu Qin.

Xu e outros 34 executivos da Wealthroll foram presos a 13 de Maio, depois da polícia ter fechado a empresa em Abril, por alegada utilização de fundos públicos de forma ilícita.

As autoridades chinesas estão a tentar travar a potencial instabilidade no mercado causada pelo colapso de cerca de 1.000 gestores online, ao longo do ano passado, e evitar os sinais de fraude em empresas de gestão de fortunas.

Em dezembro passado foi exposto o maior esquema em pirâmide do país, até então, depois da gestora online Ezubo ter, alegadamente, defraudado cerca de 900 mil pessoas em cerca de 7,6 mil milhões de dólares (6,7 mil milhões de euros).

A empresa de Xu aplicava o dinheiro em casas e carros de luxo – incluindo 47 milhões de yuan (6,4 milhões de euros) num Bugatti  - e o empresário construiu pavões na sua casa em Changai, refere o mesmo jornal.

“Pelo modo como funcionávamos somos um ‘Ponzi scheme' – esquema em pirâmide”, assumiu Xu numa confissão televisiva publicada no jornal chinês na sua página na internet.

O esquema conhecido, vulgarmente por Ponzi, é uma sofisticada operação fraudulenta de investimentos em pirâmide que envolve o pagamento de rendimentos "anormalmente" altos a investidores, à custa do dinheiro pago pelos investidores que chegaram depois, em vez de pagarem com receitas geradas por qualquer negócio real.