A Amnistia Internacional (AI) disse hoje que o decreto do Presidente da Venezuela que prolongou o estado de exceção e "emergência económica" no país ameaça ainda mais a "já frágil situação dos direitos humanos".

O diretor na Venezuela da organização de defesa dos direitos humanos, Marcos Gómez, realça, num comunicado, "o catálogo de abusos" que no passado o país conheceu, durante estados de exceção, cometidos por forças de segurança e da ordem pública, considerando que são "um precedente alarmante".

Segundo a AI, a Venezuela vive uma grave crise que afeta os direitos da população, havendo falta de medicamentos e alimentos, altas taxas de homicídios e violência e pouca produção de eletricidade.