A Coreia do Norte lançou um novo míssil balístico que sobrevoou o Japão, noticiam as agências Reuters e Associated Press, citando fontes militares sul-coreanas.

A Coreia do Norte disparou um míssil não identificado este com origem na região de Pyongyang", disseram os militares sul-coreanos, acrescentando que o país e os EUA estão a estudar a informação.

Os governos japonês e sul-coreano convocaram reuniões de emergência dos Conselhos nacionais de Segurança para analisar esta nova ameaça da Coreia do Norte. O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, também foi informado do sucedido.

De acordo com a emissora japonesa NHK, o míssil sobrevoou a ilha Hokkaido às 7:06 de sexta-feira (23:00 de quinta-feira em Lisboa), em direção ao Oceano Pacífico, onde caiu a dois mil quilómetros de Cabo Erimo. 

As autoridades japonesas indicam que o sistema de aviso J-Alert foi acionado em várias regiões do norte do arquipélago. O míssil balístico voou 3.700 quilómetros e alcançou uma altitude máxima de 770 quilómetros.

O Executivo nipónico assumiu que o míssil voltou a sobrevoar território do país, como aconteceu em agosto, num incidente que o Japão considerou uma "ameaça sem precedentes".

Em resposta a uma nova série de sanções, a Coreia do Norte ameaçou, esta quinta-feira de manhã,  afundar uma parte do território do Japão.

“As quatro ilhas do arquipélago [japonês] devem ser afundadas no mar pela bomba nuclear do Juche [a ideologia oficial norte-coreana de autossuficiência]. Não precisamos que o Japão continue a existir perto de nós", declarou o Comité de Paz Coreia Ásia Pacífico, organismo que supervisiona as relações da Coreia do Norte com a comunidade internacional, citado pela agência estatal norte-coreana KCNA.

Japão não tolera "provocações" e vai responder "de forma adequada"

O Japão condena fortemente a Coreia do Norte pelo míssil lançado e que sobrevoou a ilha japonesa de Hokkaido, anunciou esta sexta-feira o porta-voz do governo nipónico.

O Japão não vai tolerar estas provocações e protestamos fortemente contra a Coreia do Norte", advertiu o porta-voz do governo japonês, citado pela agência Reuters.

Yoshihide Suga salientou a vontade de "responder de forma adequada, juntamente com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e outros países interessados" a este ato de Pyongyang.

O mesmo porta-voz acrescentou que o Japão vai tomar uma atitude "no tempo certo e no seio das Nações Unidas" ou então podem ser tomadas "sem o acordo da ONU".