A operadora de telecomunicações brasileira Oi, que têm como maior acionista a Pharol registou um resultado líquido de 1,644 mil milhões de reais (416 milhões de euros) no primeiro trimestre de 2016. Um aumento de 268,2% face ao homólogo. Já em relação ao trimestre anterior os resultados negativos recuperaram 63,9%

Em comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, a Pharol, uma das empresas que resultou do fim da antiga  Portugal Telecom, refere que o resultado líquido fui “impactado maioritariamente pelo resultado financeiro”, a que não é alheia a crise política e económica que a maior economia da América Latina atravessa.

No que toca às receitas totais de operadora, atingiram os 6,539 mil milhões de reais (1,700 mil milhões de euros), menos 4,4% em relação ao mesmo período de 2015. E o EBITDA (resultados antes de juros, impostos amortizações e depreciações) caiu foi para os 1,766 mil milhões de reais (447 milhões de euros), 12,2% abaixo do homólogo. Com a margem de EBITDA a cair 2,4 pontos percentuais para 26,1%.

Dívida não para de subir

Más notícias também do lado da dívida que não para de aumentar. No final de Março situava-se em 40,8 mil milhões de reais (10,3 mil milhões de euros), um aumento de 25,5% face ao primeiro trimestre de 2015.

A empresa já tinha feito saber que estava a estudar a reestruturação da dívida, como vista à diminuição do endividamento. Em paralelo, os acionistas portugueses estão em conversações com fundos com vista a um eventual aumento de capital

Entre Janeiro a Março, a operadora aumentou o investimento (Capex) em mais de 20% para 1,252 mil milhões de reais (316,9 milhões de euros).

No mesmo comunicado, a Oi refere que continua a concentrar-se no esforço de transformação do negócio que passa por quatro pilares: "Convergência, digitalização, austeridade nos custos e experiência do cliente.

Os maus resultados da operadora brasileira têm levando as agências de rating a descerem a classificação como foi o caso da Standard & Poor’s.