O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, demitiu esta quarta-feira os membros do Governo, na véspera da posse do seu sucessor, Filipe Nyusi, informa um comunicado da presidência.

Ao todo, 61 ministros, vice-ministros, governadores provinciais, conselheiros, assessores e a diretora do Gabinete da Esposa do Presidente da República foram demitidos por Armando Guebuza, no último dia em funções como chefe de Estado.

No dia 9, o Presidente moçambicano já tinha exonerado o primeiro-ministro, Alberto Vaquina, seis ministros, três governadores provinciais e dois conselheiros, para que pudessem tomar posse como deputados na passada segunda-feira.


Dhlakama diz que posse de novo Presidente é ilegal


O líder da Renamo, maior partido de oposição em Moçambique, Afonso Dhlakama, considerou que a posse de Filipe Nyusi como Presidente da República, na quinta-feira, «é ilegal» e que vários estadistas estarão ausentes por «vergonha» após uma fraude eleitoral.

«Essa tomada de posse é ilegal», declarou Afonso Dhakama, líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), num comício na cidade de Chimoio, Manica, anunciando que, no dia da investidura de Filipe Nyusi, estará em Quelimane, Zambézia, província do centro de Moçambique atingida por cheias de grandes proporções.

Dhlakama e a Renamo contestam os resultados das eleições gerais de 15 de outubro, que deram a vitória à Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), nas legislativas, e ao seu candidato presidencial, Filipe Nyusi, alegando numerosas irregularidades eleitorais, entretanto rejeitadas pelo Conselho Constitucional.