A Bolsa de Lisboa fechou a subir 0,24%, um moderado tom otimista depois do Presidente do Sistema da Reserva Federal ter dito, no início da tarde, que o crescimento global e dos Estados Unidos poderá desacelerar e forçar o Fed a um trajecto mais gradual de subida das taxas directoras.
 
A razia nos mercados da China e a queda dos preços do crude, aliados a outros fatores, "estão a aprofundar a preocupação que o crescimento global tenha abrandado significativamente", afirmou Eric Rosengren.
 
Foi uma sessão de Bolsa volátil, iniciada com fortes subidas após o anúncio de uma descida inferior ao esperado das exportações da China em Dezembro, mas perdendo força no final da tarde, espelhando o sentimento frágil deste início de 2016.
 
Em Lisboa a Galp avançou 1,06%, a beneficiar de uma recuperação parcial dos preços das matérias primas.
 
Ainda assim, os futuros do barril de Brent caem 0,5% para 30,7 dólares.
 
A Semapa fechou a subir 5,14%. No sector financeiro, o BPI ganhou 2,79% e o Millennium bcp 0,43%.
 
O Caixa BI disse que o súbito disparo de 12,6% da exposição da banca portuguesa a financiamento do Banco Central Europeu em Dezembro vai contra a tendência geral de 2015 e estará relacionada com os problemas de liquidez gerados pelo Banif  que foi alvo de uma resolução.
 
O índice de referência resistiu à queda de 1,11% da Jerónimo Martins, que corrigiu parcialmente a subida de quase 4% da sessão anterior, apesar de ter surpreendido com fortes vendas em 2015, particularmente na Polónia.
 
A gestora de redes energéticas REN perdeu 1,2% e a Portucel  0,77%.