O primeiro-ministro da Moldávia, Chiril Gaburici, demitiu-se esta sexta-feira depois de ter sido notificado pelo Ministério Público de uma investigação sobre a possível falsificação das suas habilitações académicas.

Gaburici reagiu à notificação afirmando: “O Ministério Público convocou-me para prestar declarações acerca do caso do diploma de habilitações escolares. Apresento a minha demissão. Não sou um político, sou um gestor".


O caso surgiu em Abril quando um jornal local denunciou que o chefe do governo não tinha estudos superiores e que tinha falsificado os documentos que o comprovam. O escândalo alastrou com a pressão de ex-membros do governo, afastados por Gaburici, a exigir ao Ministério do Interior que investigasse as suspeitas. Os investigadores terão descoberto que o primeiro-ministro não concluiu o ensino secundário, sendo o respetivo certificado de habilitações uma falsificação.  

No âmbito da investigação, o primeiro-ministro exigiu a demissão de diversos altos funcionários, acusando-os de obstrução na luta contra a corrupção e de privarem o governo de instrumentos para a combaterem. Exigiu também a renúncia de funcionários do ministério Público, do Banco Nacional e da Comissão Nacional do Mercado de Valores, acusando-os também de corrupção.  

"O país está corroído pela corrupção, o sistema financeiro desagrega-se, e esse preço é pago pelos cidadãos no lugar dos culpados", referiu.

Chiril Gaburici foi eleito como líder de um governo europeísta no passado dia 18 de fevereiro, aos 38 anos.