Jaime (nome fictício) e o namorado, de 19 e 18 anos, jantavam num Burger King do centro de Madrid, quando foram convidados a sair por um dos vigilantes do restaurante de fast food. Tinham dado um beijo e o ato tinha desagradado a dois casais heterossexuais que jantavam, com os filhos, nas mesas ao lado. Os jovens sentiram-se ofendidos e discriminados e até houve que ficasse do seu lado e lhes pedisse que não saíssem, mas resolveram aceder ao convite do segurança do restaurante.

O caso que aconteceu no último dia 29 de novembro, ganhou uma repercussão inimaginável nas redes sociais e as condenações à atitude do funcionário do restaurante não se fizeram esperar. De pouco valeu ao Burger King espanhol ter-se demarcado da atitude do funcionário e ter garantido que «tem uma política de tolerância zero perante qualquer tipo de discriminação» e que, «após ter tomado conhecimento do sucedido, tomou medidas imediatas para abordar o incidente». O comentário com que respondeu aos seguidores no Facebook que se indignaram com o caso não especificou, contudo, que medidas foram tomadas.

Após a denúncia, a indignação propagou-se nas redes sociais e foi convocado para o último sábado um beijo coletivo de protesto contra a expulsão.
   
Centenas de casais homossexuais juntaram-se, assim, no último sábado, na Praça dos Cubos, em Madrid, à frente do restaurante, e protagonizaram um beijo coletivo, manifestando indignação perante a atitude do funcionário em causa.

A Arcópoli, a associação espanhola que defende os direitos da comunidade LGBT, ponderou formalizar uma queixa contra o segurança do Burger King, mas decidiu esperar por uma reunião prometida com representantes da cadeia de fast food, que ainda não tem data marcada, mas onde devem ser discutidas as medidas tomadas pela empresa.