Uma economia baseada em baixas emissões de carbono e a limitação do aquecimento das temperaturas globais em dois graus em relação à era pré-industrial. Os objectivos foram traçados pelo grupos dos sete países mais industrializados do planeta (G7).

Apesar das intenções expressas no final da cimeira, os G7 não se comprometeram com qualquer meta concreta em termos de cortes de emissões de gases poluentes. Limitaram-se a apoiar objetivos que já fazem parte das recomendações das Nações Unidas. Os compromissos deverão ficar assim para a cimeira do clima, que se realiza em Paris, no final do ano.

Entre as recomendações do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, que agora receberam o apoio do G7, está a redução de gases que provocam o efeito estufa de 40% a 70% até 2050, tendo como referência os valores de 2010.

"Compromete-mo-nos a fazer a nossa parte para alcançar uma economia global baseada em baixos consumos de carbono a longo prazo", refere um comunicado do G7, indicando que esse caminho será feito através do desenvolvimento de tecnologias limpas e a transformação do sector energético até meados do século.

As grandes potências também se manifestaram a favor da limitação do aquecimento global em dois graus, em relação às temperaturas registadas na era pré-industrial.

Esse valor tem sido apontado pelos especialistas como uma linha vermelha, para evitar consequências catastróficas ligadas à subida do nível dos oceanos e ao aumento de fenómenos climáticos extremos.

Os cientistas dizem também que é cada vez mais urgente agir. Um relatório Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas do ano passado indicou que a janela de oportunidade para limitar o aumento das temperaturas a dois graus se está a fechar.

O documento indica que, ao ritmo atual, a Terra caminha para um aumento de temperatura global de quatro graus até 2100.