«Ele caiu no campo de batalha da profissão»


Maryse Wolinski, mulher de um dos cartoonistas assassinados, descreve assim a morte do marido, Georges Wolinski, aos 80 anos. 



Um herói de uma guerra sem pistolas nem granadas. «Ele lutava com um lápis, no seu estirador». Era assim que ele «lutava pela liberdade». Nascido no seio de uma família judaica, Georges Wolinski emigrou com a família para França em 1946. E Maryse Wolinski acrescenta que «o que aconteceu ontem foi um ataque à liberdade e que esta é uma guerra que temos que ganhar». 

Maryse Wolinski falou esta quinta-feira de manhã à RTL, menos de 24 horas após a morte do marido. Maryse acordou «com uma enorme tristeza no coração», mas de cabeça levantada, recordando as palavras do marido a propósito da morte da primeira mulher e fazendo delas suas. 

«Por ele, tenho que seguir em frente».


Mas, este caminho «não é fácil». Maryse e George estavam juntos há 40 anos. 

«Perdi um amor, um guia, um amigo».


A notícia chegou-lhe pela boca do filho. Maryse Wolinski lamenta que «nenhuma fonte oficial» lhe tenha dado a notícia. Por pouco, tomava conhecimento da morte do marido através da comunicação social.