Está a decorrer uma grande operação policial na região da Picardia, onde as autoridades acreditam que possam estar os dois suspeitos do ataque ao «Charlie Hebdo». 

A região, a 105 quilómetros de Paris, no norte de França, foi colocada em «alerta de atentado». Milhares de membros das forças de segurança participam nas buscas, com a ajuda de várias viaturas e helicópteros.

Entretanto, o ministro do Interior revelou que já foram detidas nove pessoas durante a investigação ao ataque que fez 12 mortos e 11 feridos, sendo que quatro ainda correm perigo de vida.



Os irmãos Kouachi começaram por ser vistos numa estação de serviço em Villers-Cotterets ( Aisne), esta quinta-feira de manhã. 
 
Mais tarde, a polícia concentrou-se na aldeia de  Corcy, em Villers-Cotterêt, tendo passado a localidade a pente fino.

A operação deslocou-se então para a floresta de  Longpont. No entanto, os jornalistas no local começaram a destacar que várias viaturas policiais estão já a abandonar a zona.

As autoridades francesas não estão a divulgar nenhuma informação sobre as buscas. Tudo o que se sabe é o que é relatado pelos jornalistas no local.



Os irmãos Kouachi têm nacionalidade francesa e já estavam referenciados como jihadistas pelos Serviços Secretos franceses. Segundo o «Libération», os irmãos Kouachi foram abandonados pelos pais, de origem argelina, quando eram crianças. Cresceram na cidade de Rennes mas, mais tarde, mudaram-se para Paris. 

Ontem à noite, a polícia francesa divulgou um apelo na procura pelos dois suspeitos:
 
O apelo online pede a todos os que saibam algo sobre os dois irmãos que contactem as autoridades.

«Pedimos a todas as pessoas que tenham informações que possam permitir a localização dos dois indivíduos das fotografias que contactem o estado-maior da polícia judiciária de Paris através do número verde ou do site. Estas pessoas, suspeitas de estarem armadas e serem perigosas, são alvo de mandatos de captura do Parquet de Paris por causa dos crimes cometidos no dia 7 de janeiro sob o jornal Charlie Hebdo».


Mais vigílias e homenagens

Dezenas de milhares de francesas voltaram às ruas para homenagear as vítimas do atentado. A Torre Eiffel apagou mesmo as suas luzes