O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Rocha Andrade, admitiu, esta quinta-feira, no Parlamento, que a Galp pode ser uma das empresas a beneficiar do novo regime que permite o pagamento de dívidas fiscais ou à Segurança Social. Na comissão parlamentar de Finanças, em resposta a uma pergunta direta de Cecília Meireles, Rocha Andrade disse que “qualquer contribuinte que esteja a litigar com Fisco e não tenha feito previamente o pagamento pode fazer o pagamento nos termos deste regime”.

A Galp tem um diferendo com um Fisco por causa de uma dívida fiscal que ultrapassa os 100 milhões de euros. E foi também a convite da Galp que Rocha Andrade foi a Paris, em agosto, ver a Seleção Nacional.

O CDS-PP não perdoou e, de imediato, perante a resposta, ainda que pouco direta, de Rocha Andrade à pergunta de Cecília Meireles, Pedro Mota Soares exclamou: “Então já tem nome: é o perdão Galp!”.

Rocha Andrade argumentou que não pode "divulgar dados relativos a um contribuinte" e garantiu que não fazia ideia “quanto aos pormenores" das dívidas da Galp.

Já esta quinta-feira à noite, o Governo emitiu um comunicado assegurando que o novo regime não se trata de um perdão fiscal. O Governo sustenta que as dívidas fiscais são para ser pagas e que o objetivo do regime especial "não é o encaixe financeiro, mas preparar as empresas para se recapitalizarem a partir de janeiro de 2017".