O CDS-PP acusou esta quarta-feira o Bloco de Esquerda (BE) de "hipocrisia política" por dizer que vai pedir no Orçamento do Estado (OE) para 2017 uma atualização das pensões mínimas quando "há poucos meses" votou contra uma proposta dos centristas.

O Bloco, acusou o líder parlamentar do CDS-PP, "veio anunciar agora que irá tudo fazer para exigir ao PS o aumento das pensões mínimas sociais e rurais" mas no último Orçamento, "quando o CDS propôs o aumento dessas mesmas pensões à razão da inflação", votou contra.

Da nossa parte estamos onde sempre estivemos. Não temos oportunismos e malabarismos políticos de ameaçar que vamos propor o que há poucos meses votámos contra", declarou Nuno Magalhães aos jornalistas no parlamento.

A líder do BE avisou na terça-feira que vai levar à negociação do OE para 2017 uma atualização das pensões mínimas além da inflação, argumentando que "ninguém compreenderia" que "não houvesse espaço" para aquela discussão.

Ninguém compreenderia que no debate deste OE não houvesse espaço e uma prioridade para uma atualização das pensões mínimas que fosse além meramente da inflação porque essa está muito baixa e não resolve o problema das pessoas", avisou Catarina Martins, que falava no Porto, à margem de uma conversa com "docentes precários" do Instituto Politécnico daquela cidade.

Para Nuno Magalhães, o Bloco comete sobre esta matéria uma "hipocrisia política que merece ser denunciada".

O líder parlamentar do CDS-PP falava no final da reunião de hoje dos líderes parlamentares - para quinta-feira está agendada uma reunião da comissão permanente da Assembleia da República e em debate estarão dois temas "fundamentais" para os centristas: as viagens pagas pela Galp a membros do Governo e a recapitalização da Caixa Geral de Depósitos.