A Santoro de Isabel dos Santos e o Caixabank reataram conversas para ver se é possível chegarem finalmente a um acordo em que o banco espanhol compre os 18,6% que a empresária angolana tem no BPI, e a Unitel adquira o controlo do Banco Fomento de Angola (BFA), disse uma fonte próxima do processo, noticia a Reuters.

Após terem intensificado negociações desde o início do mês passado, a 24 de Março o Caixabank anunciou a rutura do processo negocial para o BPI reduzir a exposição a grandes riscos, nomeadamente ao BFA, detido em 49,9% pela maior telecom angolana Unitel, que tem como acionista preponderante Isabel dos Santos.

O Banco Central Europeu (BCE) deu um prazo máximo, até 10 Abril, para o BPI resolver esta situação e fontes conhecedoras do processo tinham dito à Reuters que as negociações estavam na reta final, com trocas constantes de minutas entre si, mas faltava ultimar cruciais pormenores financeiros, formas de pagamento e opções futuras.

"A Santoro e o Caixabank voltaram a reatar conversas para ver se é possível finalmenmte chegarem a acordo", disse fonte próxima do processo negocial.

Aquando da rutura das negociações, a Caixabank não avançou com pormenores acerca da discordância, enquanto posteriormente o presidente da Santoro, Mário Leite Silva, afirmou "ter havido entendimento entre as partes nos termos principais do acordo, nomeadamente nas questões financeiras".

O Caixabank é o maior acionista do BPI com 44,1% do capital, mas tem mantido uma longa ‘guerra' com a Santoro - a segunda acionista com 18,6% - que tem travado as investidas do banco espanhol para controlar o 'número 2' da banca cotada em Portugal.

Segundo fontes conhecedoras do processo, o que está em cima da mesa prevê que o Caixabank compre os 18,6% de Isabel dos Santos no BPI e que a Unitel adquira uma parte dos 50,1% que o BPI tem no BFA e fique com o controlo deste.

Após comprar a posição de Isabel dos Santos, o Caixabank terá de lançar uma Oferta Pública Geral (OPA) geral sobre o BPI.