O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa considera que Portugal não está melhor. Em entrevista ao programa «Política Mesmo» da TVI24, Jerónimo de Sousa afirmou que «o país está numa encruzilhada».
 

«Não vai lá com remédios, não vai lá com paliativos. Neste momento, o que nós precisamos é de um caminho diferente», sublinhou.

 
Para o responsável comunista, o país continua sob o jugo da troika: «A troika foi embora, mas ficou cá a sua política. Deixou cá o ovo».
 
Jerónimo de Sousa disse ainda que «o PCP assumirá todas as responsabilidades que o povo português lhe entender atribuir, designadamente governativas». «Não o Partido Socialista, mas o povo português», sublinhou.
 
Sobre o Partido Socialista, Jerónimo de Sousa disse que tem uma «contradição» que «vai ter de resolver»: «O PS, nas vésperas das eleições, afirma-se sempre de Esquerda. Eleições realizadas, o PS ou executa ou apoia a política de direita».
 
Há 10 anos à frente do Partido Comunista, Jerónimo de Sousa não pensa deixar a direção do partido. «Acho que isto está tão difícil, os combates estão tão duros que agora abandonar seria trair. Gostaria de continuar, se tiver força, se tiver saúde», confessou.
 

«No plano material, sairei um dia como entrei. Mas no plano político, no plano do conhecimento, estou muito mais enriquecido. Aprendi muito, muito muito», apontou.

 
Questionado pelo jornalista Paulo Magalhães sobre qual seria um eventual cognome que lhe pudesse ser atribuído, enquanto secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa respondeu «O Nosso»