“Disseram-me, do TC, que os processos não tinham ponta por onde se pegasse. Não se percebe como é que pelo segundo ano não sabem instruir processos”



À espera de uma solução política
 

Sílvia Sobral, professora na Academia e do Movimento Reivindicativo para o Ensino Artístico Especializado, disse também à Lusa que há escolas que eram financiadas pelo POPH e que ainda não receberam o último apoio, pelo que há professores com seis meses de ordenados em atraso.

Da Direção-geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE) “disseram-nos para não esperarmos um cenário muito diferente do ano passado”, afirmou a professora, que culpa a direção por os processos estarem mal instruídos, adiantando que, do Ministério, também não chega qualquer informação.

Escolas e professores não aguentam mais três meses sem dinheiro, diz, defendendo uma solução por parte do Ministério, ou uma que passe pela isenção do visto do TC. Susana Batoca diz que já teve de pedir dinheiro ao banco dando como aval bens pessoais.

“Neste momento temos 1.300 euros na conta, não sabemos como vai ser”, disse, acrescentando que a Academia já tem dívidas à Segurança Social e às Finanças. Com professores com ordenados em atraso a suspensão das aulas está “em cima da mesa”.

Também ela espera uma solução política ou que haja um visto tácito do TC, porque “há escolas que não recebem dinheiro desde abril”.

O ensino artístico envolve a música, a dança e as artes visuais e audiovisuais.