As perspetivas para a economia mundial tornaram-se mais incertas depois do Brexit, afirmou hoje o Banco Central Europeu (BCE), que reiterou a sua disponibilidade para atuar caso seja necessário e para estimular a inflação da zona euro.

A volatilidade dos mercados financeiros depois do referendo do Reino Unido sobre a permanência na União Europeia teve vida curta. Mas, no entanto, a incerteza sobre o desempenho económico mundial aumentou, uma vez que os dados disponíveis apontam para a moderação da atividade e do comércio mundiais”, afirma o BCE.

No Boletim Económico divulgado hoje, a entidade liderada por Mario Draghi estima que a recuperação económica da zona euro continue a ser moderada no médio prazo.

O BCE afirma que está à espera de mais informação, incluído novas projeções que serão publicadas em setembro, antes de tomar qualquer decisão quanto a novas ações tomar.

Caso seja necessário para alcançar o seu objetivo [de uma inflação próxima, mas abaixo de 2%], o Conselho de Governadores vai atuar, usando todos os instrumentos disponíveis no seu mandato”, sublinha a instituição liderada por Mario Draghi.

Hoje, para enfrentar os impactos económicos da vitória do Brexit, o Banco de Inglaterra decidiu abrandar a política monetária, incluindo a descida da taxa de juro diretora para um novo mínimo de sempre (0,25%).

A 23 de junho, a maioria dos eleitores britânicos (52%) decidiu, em referendo, que o Reino Unido deve sair da União Europeia, num processo que ficou conhecido como Brexit.