Num mês carregado de decisões que podem afetar as opções de investimento de quem aposta no mercado bolsista, a Europa acordou no vermelho tal como encerrou ontem – o primeiro fecho negativo em seis dias.

Lisboa não foi exceção. O PSI20 perdeu 0,25% para 4.945,29 pontos na abertura e assim permanece, negativo a acentuar perdas.

O maior contributo para este início de quarta-feira pouco animadora chega, sobretudo, da Galp embora as restantes energéticas também negoceiem no vermelho.

A energética cai quase 1% para 11,665 euros, a sentir-se da tendência de baixa do preço do barril de crude nos mercados internacionais. Isto em vésperas da reunião da organização dos países exportadores de petróleo, em Viena, que, com grande probabilidade, trará alguma novidade no que toca à oferta nos próximos tempos.

Ainda na energia, destaque para as perdas da EDP Renováveis. Cai 0,59% para 6,923 euros, depois do banco de investimento Haitong ter subido, ontem, o preço alvo do título até aos 8,20 euros.

No retalho, a Jerónimo Martins, outro dos pesos pesados do índice também não ajuda aos ganhos. Derrapara 0,61% para 14,147 euros. Não esquecendo que alguns analistas continuam a apostar na subida do título, nomeadamente o banco de investimento UBS.

Da banca também não chegam ajudas para o PSI20. O BCP derrapa 0,98% para 0,030 euros. A instituição liderada por Nuno Amado pode estar a ser penalizada pela notícia do Negócios, desta terça-feira, que dava conta que o banco vai estar na corrida à compra do Novo Banco, depois de conhecer em detalhe o dossier.

E o BPI de Fernando Ulrich desvaloriza 0,69% para 1,157 euros, numa altura em que continua sob a oferta pública de aquisição lançada pelo catalão CaixaBank que quer controlar mais de 50% da instituição portuguesa pondo fim, para tal, ao limite de votos atualmente em vigor no banco.