O programa da PSP “Estou Aqui” arranca este ano com novidades. É o terceiro ano da iniciativa e, ao contrário do que aconteceu nos anos anteriores, as pulseiras vão ser ativadas diretamente nas esquadras.
 

“Uma das questões que tivemos sempre presentes foi termos entregue um grande número de pulseiras que nunca chegaram a ser ativadas e isso para nós era um problema. Não pelo facto de as pessoas levarem a pulseira para casa e não a ativarem, mas pelo facto de a levarem e utilizarem-na cientes de que estavam a fazê-lo bem e nunca se terem registado”, justificou o subcomissário Paulo Flor, porta-voz da PSP, em declarações ao “Diário da Manhã”.

 
E a PSP explica como conseguir o dispositivo: “Vão ao site do programa ‘Estou aqui’, fazem o registo e no final escolhem a esquadra onde pretendem levantar a pulseira. Quando se deslocam à esquadra, o polícia que entrega a pulseira, regista automaticamente a pulseira.”
 
A pulseira tem um código alfanumérico, composto por oito dígitos, “pessoal e intransmissível, que identifica uma criança que foi reencontrada e permite-nos, numa situação de stress, termos a capacidade de dizer ao pai ou educador onde está a criança.”
 
O programa está disponível a partir desta segunda-feira, Dia Internacional da Criança. As pulseiras do ano passado já não servem para este ano: “cada vez que iniciamos um programa anual, deixamos de ter acesso à base de dados do ano anterior.”
 
A PSP faz um balanço positivo dos últimos dois anos. Em 2013, foram feitas cerca de 24 mil inscrições e, em 2014, o número subiu para 25 mil. “Estamos a falar de um universo de 60 mil pulseiras e só por duas vezes, em 2013, é que o programa foi ativado (uma situação no Algarve e outra em Lisboa)”, revela Paulo Flor.
Para este ano, que o programa está disponível até final do ano, mais três meses do que nos anos anteriores, a PSP espera chegar às 50 mil pulseiras.