O Fundo Monetário Internacional (FMI) colocou em dúvida a meta de crescimento de 2% da economia mundial até 2018 fixada pelo G20.

A diretora do FMI, Christine Lagarde, disse na reunião ministerial do G20 em Cairns, na Austrália, que um estudo do organismo indica que a economia crescerá apenas 1,5%, revelou o diário «Australian Financial Review».

Já o ministro francês das Finanças, Michael Sapin, fixou no sábado a expectativa de crescimento em 1,8%, também abaixo dos objetivos do grupo que na reunião de Cairns debateu cerca de 900 propostas para impulsionar a economia.

Apelo a medidas viradas para o mercado laboral e infraestruturas

O Fundo Monetário Internacional também instou, no final da reunião do G20 na Austrália, a que sejam tomadas medidas no mercado laboral e nas infraestruturas que favoreçam o crescimento económico.

Para a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, os compromissos assumidos emprestam um «potencial» de cumprimento das metas, mas pediu políticas económicas que contribuam para uma recuperação mais robusta e criadora de emprego.

Plataforma de troca de informação para investimentos

Os ministros das Finanças dos países do G20 acordaram ainda estabelecer uma plataforma global de troca de informação entre os países na procura de investidores com projetos que impulsionem o crescimento económico.

O grupo, que integra os 20 países e blocos mais desenvolvidos do planeta e as as principais economias emergentes, referiu em comunicado que a plataforma foi pensada para aumentar a «qualidade do investimento, principalmente em infraestruturas».

O líder do Tesouro australiano, Joe Hockey, que presidiu à reunião, salientou que a medida surgiu por acordo de todos os membros também para impulsionar uma mudança do «crescimento promovido pelos governos, para um crescimento liderado pelo setor privado».