O presidente francês François Hollande defendeu, esta segunda-feira, que as sanções mais duras contra a Rússia devem ser levantadas se forem feitos progressos na resolução da crise ucraniana. «Acho que as sanções devem parar agora. Devem ser levantadas se houver progressos. Se não houver progresso, as sanções mantêm-se», disse. 

A 15 de Janeiro, Hollande participará numa reunião em Astana (Cazaquistão), sobre o conflito no leste da Ucrânia entre o poder eleito e os separatistas pró-russos. Na reunião também estarão presentes o presidente russo, Vladimir Putin, e a chanceler alemã, Angela Merkel. «Vou para Astana no dia 15 de Janeiro com uma condição: que possam ocorrer novos avanços. Se for para reunir e falar sem que haja progressos, não vale a pena. Mas penso que haverá avanços», afiançou o presidente em entrevista à rádio France Inter.

O presidente francês apelou também à Grécia para respeitar os seus compromissos europeus. «Os gregos são livres de escolher o seu próprio destino. Mas há certos compromissos que foram feitos e devem, obviamente, ser respeitados», afirmou, alusão ao pagamento da dívida do país à troika.

Presidente promete não criar novos impostos em 2015

François Hollande assegurou que está a fazer «todos os possíveis» para conseguir que o país tenha um crescimento superior a 1%, valor mínimo para poder baixar o desemprego. Para isso promete não criar novos impostos em 2015.

O presidente afirmou que a «França não pode permanecer neste crescimento baixo», se a tendência continuar, o desemprego irá continuar, «só se criará emprego de forma duradoura de houver crescimento». Concluiu que as regras relativas aos despedimentos devem ser flexibilizadas.

Além disso, prometeu reduzir os impostos às empresas e combater a burocracia, numa tentativa de estimular o crescimento económico.

Inquirido sobre o que pretende privilegiar, a descida de impostos ou a redução do buraco das contas públicas, caso consiga um crescimento superior ao esperado, Hollande respondeu que seria «a redução do défice» por ser necessário tirar o país de uma situação de endividamento.