O peso dos impostos na economia diminuiu ligeiramente em 2012. Os dados são da OCDE e mostram que, no ano passado, os impostos representavam 32,5% do PIB. Um ano antes, em 2011, o peso dos impostos representava 33% da economia.

Uma das explicações para o que se verificou no ano passado, é que como foram cortados os subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e aos pensionistas, a diminuição de rendimentos implicou também uma menor coleta dos impostos.

Já no que respeita à OCDE, o peso da fiscalidade aumentou de novo em 2012, pelo terceiro ano consecutivo, para 34,6% do Produto Interno Bruto (PIB), devido sobretudo as subidas de impostos nalguns países europeus em crise.

A percentagem da arrecadação de impostos na riqueza global em 2012 aumentou em 21 dos 30 países da OCDE para os quais há dados e diminuiu em nove.

Os maiores aumentos foram os da Hungria (1,8 pontos para 38,9%), da Grécia (1,6 pontos para 33,8%), da Itália (1,4 pontos para 44,4%), Nova Zelândia (1,4 pontos para 32,9%), França (1,2 pontos para 45,3%), Bélgica (1,2 pontos para 45,3%) e Islândia (1,2 pontos para 37,2%).

O menor peso da fiscalidade na OCDE em 2012 foi no México (19,6%) e no Chile (20,8%).

Em contrapartida, a Dinamarca, com um peso da fiscalidade de 48% em 2012, foi o país com a maior pressão fiscal, seguido pela Bélgica (43,5%) e pela França (43,5%).