A 24.ª edição do Festival de Internacional de Cinema - Curtas de Vila do Conde terá este ano mais trabalhos apresentados e mais sessões para o público.

A revelação foi feita esta quarta-feira, na apresentação do evento, que decorre entre 9 e 17 de julho, e que nesta edição terá um orçamento de 235 mil euros.

"Teremos mais trabalhos e mais sessões, num total de 241 filmes que representam quase todo o planeta, sobretudo o hemisfério norte. Estão então representados 46 países, temos 65 filmes de produção portuguesa num festival dedicado à ficção mas que dá espaço a todos os géneros", explicou Hugo Ramos, diretor de produção.

"Serão 81 sessões no Teatro Municipal, 235 curtas-metragens, 6 longas-metragens, 7 concertos, 2 exposições e 14 conversas, debates e conferências", acrescentou Hugo Ramos. O cartaz contempla ainda filmes-concerto que vão trazer a Vila do Conde músicos como Tindersticks, Jay-Jay Johanson e The Legendary Tigerman.

Também da direção, Miguel Dias sublinhou as competições, apontando-as como a parte principal do evento, revelando que serão exibidos 16 filmes produzidos recentemente em Portugal, 38 filmes na competição internacional, 20 na experimental, sublinhando ainda a iniciativa Take One, para escolas, e o Curtinhas, para crianças. Haverá ainda a competição de vídeos musicais para bandas portuguesas.

Sobre as competições destinadas ao público mais jovem, José Nuno Rodrigues, igualmente direção do festival, lembrou que foi algo implementado há cerca de 10 edições com o objetivo de atrair públicos de todas as idades e garantir a continuidade do público ao longo dos anos.

"Os filmes das escolas a concurso, assim como o Curtinhas, surgem com um programa muito forte. Daqui saem muitas vezes filmes que no ano a seguir são nomeados para os Óscares", sublinhou.

Já Mário Micaelo, também da organização, falou do objetivo do festival de "ligar o cinema às outras artes", referindo-se à exposição "Do rio das pérolas ao Ave", de João Rui Guerra da Mata e João Pedro Rodrigues, com inauguração marcada para o 2 de julho na Galeria Solar.

Segundo o responsável esta "será uma mostra única, com registos dos dois cineastas ao longo das suas carreiras, numa uma abordagem muito diferente da que acontece habitualmente na sala de cinema".

Nesta edição do festival não conta com nenhuma produção própria, prevendo-se que possa surgir em 2018.

"Este ano não se reuniram condições para uma produção uma vez que não temos muito financiamento. É quase impossível inscrever projetos culturais no quadro de apoio comunitário 2020, estamos a estudar maneiras, mas é difícil. Contudo vamos produzir para apresentar em 2017 ou 2018, pelo menos", sublinhou Miguel Dias.

A edição do ano passado registou a passagem de mais de 20 mil pessoas pelo evento, um número que não passa indiferente à autarquia, que apoia o Curtas com a cedência do Teatro Municipal durante a semana em que decorre o festival.

"Este é um grupo de jovens que eu vi crescer e têm escrito uma história que já vai longa. Caminhamos para as bodas de prata de um casamento que tem sido feliz no que tem dado ao concelho, ao país e ao mundo", defendeu Elisa Ferraz, presidente da Câmara, consciente da divulgação que o festival faz do concelho.