O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, afirmou este sábado que a opção ideológica do Governo para a redução dos serviços do Estado teve "efeitos trágicos" nas cidades ao nível sustentabilidade ambiental, energética e da mobilidade.

Fernando Medina falava na manhã do segundo dia da Convenção Nacional do PS, no Coliseu dos Recreios, que esta tarde aprovará o programa eleitoral deste partido.

Num discurso longo, nota a Lusa, o membro do Secretariado Nacional do PS criticou o executivo PSD/CDS por ter colocado fora das suas prioridades a questão da "eficiência energética", que classificou como essencial, não só para travar o crescimento das importações de petróleo, mas também para a sustentabilidade ambiental.

Depois de ter feito uma alusão ao caráter "opaco" dos regulamentos do Quadro Comunitário de Apoio, Fernando Medina acusou o Governo de ter contribuído para "a redução da oferta dos transportes públicos", o que fez aumentar o transporte individual, com consequências negativas para as cidades.

No domínio dos resíduos, o autarca de Lisboa disse que o Governo "privatizou e destruiu parcerias por opção ideológica".

Em alternativa, Fernando Medina disse que o programa eleitoral do PS aposta na reforma do Estado, salientando a descentralização de competências, a modernização do Estado e a simplificação de práticas administrativas.