
Aos erros defensivos apontados à equipa, Vítor Pereira sempre respondeu com números. A estatística foi colega fiel e inseparável do treinador do F.C.Porto. Com a sua razão.
A dois jogos do fim da Liga já é possível perceber que o registo global do novo campeão é muito interessante: os 17 golos sofridos colocam esta equipa apenas atrás do Porto de Adriaanse (2005/06, 16), do treinado por Jesualdo Ferreira (2007/08, 13) e daquele idealizado por Villas-Boas (2010/11, 16).
Os números atacantes ficam aquém do obtido por quatro dos campeões do século XXI. Ainda assim, nos dois jogos que faltam, Vítor Pereira pode aproximar-se do Sporting de Laszlo Boloni (2001/02), do Benfica de Jorge Jesus (2009/10) e de várias versões do F.C.Porto.
Curiosamente, no total da diferença entre golos marcados e sofridos, o Benfica campeão com Jesus continua a ser o melhor do novo milénio: 78 marcados, 20 sofridos, 58 golos de diferença. André Villas-Boas aparece logo a seguir (57), enquanto este Porto de Vítor Pereira não vai, para já, além dos 45.
Campeões do século XXI:
2000/01 (Boavista): 63 golos marcados-22 sofridos, + 41
2001/02 (Sporting): 74-25, + 49
2002/03 (F.C. Porto): 73-26, + 47
2003/04 (F.C.Porto): 63-19, + 44
2004/05 (Benfica): 51-31, + 20
2005/06 (F.C. Porto): 54-16, + 38
2006/07 (F.C. Porto): 65-20, + 45
2007/08 (F.C. Porto): 60-13, + 47
2008/09 (F.C. Porto): 61-18, + 43
2009/10 (Benfica): 78-20, + 58
2010/11 (F.C.Porto): 73-16, + 57
2011/12 (F.C.Porto): 62-17,+ 45 (incompleto)
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