A Autoridade Nacional Palestiniana pediu esta terça-feira ao Tribunal Penal Internacional que abra “uma investigação imediata” sobre “os colonatos israelitas na Cisjordânia” e sobre a atuação do exército israelita nos protestos na Faixa de Gaza.

Um porta-voz da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP) confirmou à agência de notícias espanhola EFE que o pedido formal foi entregue esta terça-feira de manhã pelo ministro dos Negócios Estrangeiros palestiniano, Riad al-Malki, que se encontra reunido com o procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI) Fatou Bensouda, em Haia.

Al-Malki apelou à Bensouda que envie uma equipa de investigadores à Faixa de Gaza e à Cisjordânia para “recolher provas” e abrir assim um caso formal no TPI contra Israel, segundo o porta-voz.

Desde que a Palestina passou a fazer parte do TPI, em abril de 2015, tem a oportunidade de apresentar este tipo de queixas formais, ainda que de acordo com os procedimentos do Tribunal, é o Ministério Público que decidirá se abre ou não uma investigação preliminar sobre o caso.

A ANP decidiu recorrer a este tribunal, situado em Haia, depois da morte de dezenas de manifestantes palestinianos, na fronteira da Faixa de Gaza com Israel, por disparos do exército israelita.

A tensão na Faixa de Gaza era já alta desde os protestos palestinianos contra a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém e com a promoção da Grande Marcha do Retorno, mas aumentou depois do dia 14 de maio, quando a embaixada norte-americana foi efetivamente transferida.

Pelo menos 60 manifestantes palestinianos morreram pelo fogo israelita nesse dia e nos seguintes, o que elevou para 110 mortos desde que se iniciaram as manifestações a 30 de março.