«Az» é o novo disco d'Os Azeitonas, e o último trunfo do grupo que se juntou há 11 anos para assumir a canção nacional, até no seu lado mais envergonhado e, aparentemente, «piroso».

Antes do concerto desta segunda-feira, na Expofacic, em Cantanhede, a banda portuense falou à TVI sobre a arte de criar canções que ficam no ouvido, mas sem «azeite» nem caírem na «pirosice».

«Na verdade, o difícil é fazer uma música fácil. No nosso trabalho, o equivalente à parte pirosa, o azeite, é o produto de várias azeitonas. Fazer azeite bom é que é difícil», explicou o teclista João Salcedo.

«Ray-Dee-Oh» é o single de apresentação do disco lançado no início deste mês e tem agora a tarefa de ombrear com aquela que é talvez a canção mais conhecida do grupo. Mas apesar do sucesso relativamente recente de «Anda Comigo Ver os Aviões», Os Azeitonas e os seus fãs já estavam mais do que prontos para novas músicas.

«Já desde 2009 que não lançávamos um trabalho de originais, e, por isso, as pessoas andavam já com muita sede de música nova nossa», admitiu o guitarrista Miguel Araújo.

A produção de «Az» foi tudo menos poupada, e o caminho com canções mais velhas e temas mais novos segue para a consagração nos coliseus do Porto e de Lisboa, nos dias 2 e 15 de novembro, respetivamente.

Os Azeitonas confessaram que, inicialmente, acharam que atuar nos míticos coliseus era um passo demasiado ambicioso, mas a banda acabou por aceitar o desafio.

«Vamos a isso! Se não for agora, quando vai ser?», afirmou o vocalista Marlon (Mário Brandão).