A ministra da Justiça disse hoje que os 87 milhões de euros gastos na nova sede da Polícia Judiciária permitiram poupar 17 ME ao erário público, uma vez que o orçamento contratualizado fora de 105 milhões de euros.

«A obra, note-se bem, foi concluída dentro do prazo e nos limites orçamentados. O orçamento contratualizado, de 105.585.512,40 euros, foi por nós renegociado para 87.046.740,17 euros, resultando numa poupança para o erário público em mais de 17 milhões de euros», disse Paula Teixeira da Cruz, que falava na inauguração da nova sede desta polícia de investigação criminal.

A ministra acrescentou tratar-se de um investimento que foi realizado «em contraciclo» e que representa «35 por cento do orçamento do Ministério da Justiça para o período de três anos da sua execução».

Por isso, é «bem revelador da elevada importância que atribuímos a esta obra, pela Polícia Judiciária e pela sua função», disse.

A governante sublinhou ainda tratar-se de «um dos mais modernos edifícios existentes no mundo ao serviço da investigação criminal».

Para a ministra, e ainda que cada serviço e unidade continue a ocupar um espaço próprio, a sua concentração num mesmo edifício permitirá uma «melhor utilização de valências comuns e, simultaneamente, uma significativa redução dos custos de manutenção, bem como o fim das frequentes deslocações de funcionários entre os sete edifícios onde a PJ se encontrava instalada na capital».

A proximidade física de todos os serviços, disse, deverá ainda traduzir-se num ¿reforço da operacionalidade e eficácia da PJ, resultante de uma maior interação entre as diversas unidades¿ que passarão a ter sede no novo edifício, constituindo um «reforço estratégico tão mais importante quanto a crescente complexidade e sofisticação dos fenómenos criminais investigados».

No discurso da inauguração da nova sede da PJ, Paula Teixeira da Cruz destacou ainda o «eficaz combate» da PJ às fraudes no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e na Segurança Social.

Sem deixar de referir o trabalho eficaz na investigação da criminalidade organizada e violenta, transnacional, económico-financeira, corrupção e no tráfico de estupefacientes, sublinhou que o trabalho da PJ no combate «aos interesses instalados, à promiscuidade entre interesses públicos e privados, contribui decisivamente para repor a igualdade».

«Havemos de vencer estes tempos, sobretudo contra todos os revivalismos totalitários que se reforçam em tempos de dificuldade global», num registo da Lusa.