A maioria dos membros da Reserva Federal está confiante de que o desemprego vai continuar a cair nos Estados Unidos, mesmo que sejam cortados parte dos estímulos à economia, segundo as atas da reunião de dezembro divulgadas hoje.

«A maioria dos membros concordaram que a melhoria das condições no mercado de trabalho e a probabilidade desta ser sustentada indica que o Comité poderá começar a diminuir o ritmo das suas compras de ativos», lê-se ainda nas minutas hoje divulgadas da última reunião do Comité de Operações do Mercado Aberto da Fed.

O banco central norte-americano anunciou a 18 de dezembro, após a última reunião de 2013, que vai reduzir de 85 mil milhões de dólares mensais (cerca de 63 mil milhões de euros) para 75 mil milhões de dólares (cerca de 55 mil milhões de dólares) o apoio à economia, a partir de janeiro, e disse que poderá continuar a «reduzir o ritmo de compra de ativos» em reuniões futuras se o mercado de trabalho melhorar e se a inflação alcançar o seu objetivo de 2%.

Mas muitos participantes disseram que a Fed «deve proceder com cautela» ao reduzir o programa que tem mantido as taxas de juro de longo prazo baixas, apoiando o crescimento e alimentando os ganhos do mercado de ações.

A taxa de desemprego caiu em novembro para o nível mais baixo dos últimos cinco anos (7%), enquanto a economia cresceu a um ritmo anual de 3,6% no terceiro trimestre, uma aceleração em relação aos três meses anteriores.

A próxima reunião da Fed realiza-se a 28 e 29 de janeiro, a última com Ben Bernanke como presidente, que passará depois a pasta à atual número dois, Janet Yellen.