A OCDE antecipa uma desaceleração da economia portuguesa, já que o indicador compósito avançado em julho caiu 27 centésimas para 101,46 pontos.

PIB aumenta 0,9% no segundo trimestre

Défice comercial de Portugal aumenta 25%

Além de Portugal, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico antecipa uma desaceleração das economias alemã, irlandesa, britânica e japonesa e espera uma estabilização do crescimento nos outros 29 Estados membros da organização.

Segundo os indicadores compósitos avançados divulgados esta segunda-feira, a OCDE sublinha que globalmente para os 34 Estados membros a tendência é de estabilidade do crescimento.

O indicador mensal para os 34 da OCDE, que antecipa inflexões no ciclo económico, desceu uma centésima para 100,49 pontos em julho, ligeiramente acima do nível de 100 pontos que marca a média de longo prazo e depois de ter permanecido estável três meses.

Para a zona euro, a queda, pelo terceiro mês consecutivo, foi de oito centésimas para 100,83 pontos, para a qual contribuiu em especial a Alemanha, que sofreu um decréscimo de 26 centésimas para 99,98 pontos, descendo para níveis abaixo da média de longo prazo.

Entre os países da zona euro, além do decréscimo significativo de Portugal, o indicador compósito avançado da Irlanda também caiu 32 centésimas para 99,83 pontos.

Menos pronunciadas foram as descidas dos ICA na Bélgica (sete centésimas para 100,47 pontos), Holanda (seis centésimas para 100,21 pontos) e França (duas centésimas para 100,29 pontos).

Em Espanha as perspetivas melhoram

Em sentido contrário, o ICA de Espanha aumentou seis centésimas para 102,61 pontos, acumulando mais de um ano consecutivo de acréscimos, o de Itália uma centésima para 101,54 pontos e o da Grécia 24 centésimas para 103,18 pontos.

Fora da zona euro, o ICA do Reino Unido desceu, pelo terceiro mês consecutivo, onze centésimas para se cifrar em 100,84 pontos, mas mais significativa foi o decréscimo do ICA do Japão, que está a cair há sete meses e desceu 26 centésimas para 99,86 pontos, abaixo dos 100 pontos.

Por outro lado, o ICA dos Estados Unidos manteve em julho a tendência ascendente registada nos quatro meses anteriores e aumentou sete centésimas para 100,62 pontos, interpretado como estabilidade do crescimento económico.

No exterior da OCDE, os grandes países emergentes viram os respetivos ICA melhorarem, com exceção do da África do Sul, cujo indicador caiu 30 centésimas para 98,88 pontos.

O maior acréscimo dos ICA dos grandes emergentes foi o do Brasil (mais 29 centésimas para 99,41 pontos), seguido do da Índia (mais 14 centésimas para 99,01 pontos) e do da Rússia (mais 12 centésimas para 100,33 pontos).