As ações dos fabricantes de armamento subiram nesta segunda-feira após o tiroteio de Orlando, na Florida, segundo avança o jornal britânico The Guardian. A Smith&Wesson e a Sturm Ruger&Co., duas das maiores empresas do setor nos Estados Unidos (EUA), fecharam o dia com uma subida de 6,8% e 8,5%, respetivamente.

Mas este não é um cenário novo, tendo já acontecido em tiroteios recentes no país. Os investidores especulam que os massacres podem conduzir a um maior controlo de armas. O receio que isto se torne realidade faz com que as pessoas se precipitem e comprem mais armas. 

A título de exemplo, só no ano passado a Smith&Wesson vendeu 627 milhões de dólares, cerca de 560 milhões de euros, em armas e acessórios. As estimativas para este ano apontam ainda para números superiores. Por outro lado, o preço das ações da empresa norte-americana subiu 39% em apenas 12 anos.

Mais controlo

O apelo a leis de restrição mais severas no acesso às armas tem sido constante por parte de Barack Obama. No domingo, quando reagiu ao tiroteio, o Presidente dos EUA reivindicou a mesma mensagem.

Este massacre é um novo aviso de como é tão fácil alguém pôr as mãos numa arma que lhe permitirá matar pessoas numa escola, ou num local de culto (religioso), ou numa sala de cinema, ou numa discoteca."

Aliás, esta foi a 14.ª vez que Obama teve de se dirigir ao país após um tiroteio em massa durante os seus dois mandatos na Casa Branca. O massacre de Orlando foi a sexta ocasião só este ano.