Pelo menos 170 jihadistas do Estado Islâmico morreram em ataques aéreos da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, num período de 48 horas, na Síria. A informação foi divulgada esta noite pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

A coligação internacional tem lançado ataques aéreos na província síria de Hasaaka, onde conta com o apoio das forças curdas da Síria no terreno.

A notícia surge depois de o grupo jihadista ter conseguido um importante avanço no Iraque, tomando a cidade de Ramadi, de maioria sunita, e que fica a 110 quilómetros da capital, Bagdade. ​Uma tempestade de areia dificultou a intervenção dos aviões de guerra norte-americanos, obrigando as forças iraquianas a fugir. Esta foi a primeira grande vitória dos rebeldes desde que a coligação internacional começou a combater as tropas radicais.

Em Ramadi, o Estado Islâmico provocou um banho de sangue. Pelo menos 500 pessoas morreram, incluindo civis e forças iraquianas. Entre 6.000 a 8.000 pessoas tiveram de fugir.

O Pentágono admitiu um "retrocesso", mas garantiu que a cidade iraquiana será reconquistada pelas forças do Iraque, com o apoio da aliança internacional.