Por: tvi24 / PP | 2- 2- 2012 16: 40
O presidente da Câmara de Gondomar, Valentim Loureiro, garantiu esta quinta-feira que a sua autarquia «não é nenhum local
de negócios», rejeitando deste modo o remoque do juiz que o absolveu no caso do negócio milionário da Quinta do Ambrósio.
Valentim
Loureiro foi ilibado do único crime por que estava acusado - burla qualificada ¿ mas ouviu o juiz-presidente afirmar que não
lhe parecia «curial» que a Câmara «sirva de agência de mediação imobiliária».
«A Câmara não é nenhum local de negócios.
É evidente que se você, ou algum colega, disser que quer falar comigo, chega lá e põe um assunto qualquer, eu sou obrigado
a ouvi-lo», respondeu Valentim Loureiro, quando questionado pelos jornalistas, após o veredicto.
«Agora, eu não dei
nenhum andamento, não entrei no negócio, não me tocou um centavo», acrescentou.
Sublinhando que «não esperava outra
coisa» se não a absolvição no processo, Valentim Loureiro acusou uma das filhas da proprietária da quinta do Ambrósio de «montar
tudo isto» para conseguir com que a irmã «não beneficiasse em nada da venda desse terreno».
Acusou-a ainda de conduta
similar no caso de uma propriedade da família em Paredes.
O autarca considerou que Gondomar «foi muito prejudicado
por causa deste processo e de outros», na medida que, segundo disse, o seu presidente da Câmara se viu obrigado a desviar
atenções das funções autárquicas para se defender das acusações.
«Isso é o que eu mais lamento», observou, declarando-se
disponível para dizer «à senhora juíza da Justiça» (queria dizer ministra da Justiça) «o que pensam os arguidos envolvidos
nestes processos» e o que «deve ser feito para acabar com muitas das coisas que aqui se passam».
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