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«Fim do SNS é a morte dos mais carenciados»

Padre Lino Maia lança alerta, após declarações do ministro da Saúde sobre a sustentabilidade do SNS

Por: tvi24 / MM    |   2012-04-11 21:02

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), padre Lino Maia, disse , esta quarta-feira, que «o fim do modelo social europeu e do Serviço Nacional de Saúde é a morte dos mais carenciados, dos mais pobres, dos mais desfavorecidos».

À margem de uma reunião com o secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos, o presidente da CNIS foi questionado pelos jornalistas sobre as declarações do ministro da Saúde, Paulo Macedo, que no Parlamento declarou que a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não está assegurada.

«É muitíssimo preocupante e eu penso que não podemos dar esse facto como consumado. Julgo que ainda não se fizeram todos os percursos no sentido de assegurar a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. A implosão do Serviço Nacional de Saúde então é o fim de tudo», disse o presidente do CNIS.

Na opinião do padre Lino Maia, «se está em causa o modelo social europeu» é preciso «refletir um bocado», porque «o fim do modelo social europeu, o fim do Serviço Nacional de Saúde, é de facto o fim, a morte dos mais carenciados, dos mais pobres, dos mais desfavorecidos», alertou.

«Um Estado que não se preocupa com o futuro dos mais desfavorecidos é um Estado que não tem razão de ser, então vamos defender a anarquia. Penso que é absolutamente necessário salvar o Serviço Nacional de Saúde e que é possível», concluiu.

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EM BAIXO: Padre Lino Maia
Padre Lino Maia

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