
O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, defendeu, esta sexta-feira, que o «problema de Portugal não é de hardware», mas «de software», salientando «o papel determinante» do poder local nas próximas décadas em matéria de competitividade.
«Este é o modelo que hoje nós temos que exigir às nossas autarquias, tantas vezes injustamente criticadas, mas a quem se exige hoje uma abordagem de futuro mais ousada e mais numa perspetiva do desenvolvimento cultural, social, económico», disse, num discurso em São da Madeira, no lançamento oficial da Sanjonet, uma rede municipal de acesso à Internet que abrange todas as áreas residenciais e empresariais do concelho, tornando-o no primeiro concelho wireless de Portugal .
O ministro lembrou que o país investiu muito, ao longo das últimas décadas, em infraestruturas e considerou que, atualmente, «o problema de Portugal não é de hardware» mas sim de «software». «E software significa conteúdos, significa a visão que nós queremos ter para o nosso país, para a nossa região, para a nossa cidade», explicou.
Na opinião de Relvas «é altura de projetos como este poderem ser abordados com dimensão», afirmando que «hoje é um município, mas amanhã vai ter que ser uma Área Metropolitana ou vai ter que ser uma comunidade intermunicipal, em conjunto, no âmbito de vários municípios, poder abordar projetos desta dimensão e com este grau de ousadia».
«Nós só saímos da situação em que estamos se a partir da inovação e do empreendedorismo formos competitivos. São João da Madeira é hoje pioneira. Espero que este ato de atrevimento seja gerador e contaminador de outros processos semelhantes», enfatizou.
Na opinião do ministro, «nas próximas décadas, o poder local vai ter um papel determinante numa Europa em que vai ser muito competitiva a luta entre cidades».