
O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o ministro-Adjunto, Miguel Relvas, «nunca teve negócios nenhuns com Silva Carvalho» e lamentou o eco dado pela comunicação a matérias «não provadas» ou «dadas como falsas».
À saída de um seminário no Centro Europeu Jean Monnet, em Lisboa, o primeiro-ministro respondeu a questões dos jornalistas, tendo sido questionado se foi surpreendido por alguma das declarações feitas por Miguel Relvas na quarta-feira em comissão parlamentar e se tinha conhecimento dos seus negócios com o ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) Jorge Silva Carvalho.
«Eu julgo que a sua pergunta enferma de um erro, é que o doutor Miguel Relvas nunca teve negócios nenhuns com o doutor Silva Carvalho», começou por responder Pedro Passos Coelho, segundo cita a Lusa.
Em seguida, o primeiro-ministro considerou «lamentável que exista a persistência em matéria de comunicação de dar eco a matérias que não só não estão provadas como algumas estão comprovadamente dadas como falsas».
Passos Coelho afirmou depois que não assistiu à audição do ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares na Comissão de Assuntos Constitucionais, que teve início a seguir ao debate quinzenal de quarta-feira, cerca das 17:30 horas.
«A resposta à sua pergunta é não, não tive oportunidade para estar três horas e qualquer coisa a ver o conteúdo da sessão em que o doutor Miguel Relvas esteve no Parlamento a responder aos senhores deputados e não vou produzir sobre isso nenhum comentário», respondeu, dirigindo-se a quem lhe colocado esta pergunta.