
O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou, este domingo, que «Portugal não é o retângulo ibérico que definha, mas é o mundo que os portugueses constroem».
Jardim falava no âmbito da cerimónia de homenagem aos emigrantes madeirenses, integrada no programa de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, que pela primeira vez se realizou junto ao monumento à diáspora na marginal do Funchal, organizada pelo Representante da República na Madeira.
O governante declarou que «para compreender Portugal temos de nos consubstanciar no português andarilho» que fez da emigração a «resposta para as suas ambições legítimas no mundo para onde parte, mesmo em tempo de estratégias continentais decadentes».
Esta cerimónia ficou ainda marcada pelas críticas ao desrespeito sobre como os emigrantes são tratados pelos serviços da Alfândega no Aeroporto da Madeira por parte do responsável do Clube Social das Comunidades Madeirenses.
«Quero alertar para uma situação que vem ocorrendo na Alfândega do Aeroporto, na chegada de voos, principalmente da África do Sul e Venezuela. Centenas de emigrantes queixam-se da abordagem de vários funcionários, a forma déspota, como são tratados na hora que os fazem abrir a bagagem», afirmou Olavo Manica.
Segundo este representante das comunidades, alguns destes que vieram de férias à Madeira sentiram-se como «criminosos» e afirmaram não ter intenção de regressar.