O secretário de Estado das Infra-estruturas, Transportes e Comunicações, Sérgio Monteiro, disse que acredita num «país merocrático e não tachocrático» que cria, através do investimento, riqueza e através de postos de trabalho.

«Acredito num país merocrático e não tachocrático», disse Sérgio Monteiro, na sua intervenção no 23.º Congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

Sérgio Monteiro sublinhou que o país em que acredita é aquele «que cria através do investimento riqueza e através da riqueza postos de trabalho», acrescentando que «a consolidação das contas públicas vem por via da geração de riqueza».

Na sua intervenção, o governante deixou uma palavra crítica às greves, aplaudindo as telecomunicações, classificando-o como um setor que «não se resigna, sem greves e que continua a lutar, procurando gerar investimento e criar riqueza».

«Essa é a única forma de podermos criar emprego sustentável e duradouro para o futuro», frisou.

A crítica às greves dirigia-se a outras empresas, nomeadamente do setor dos transportes.

«Critiquei aqueles que fazem com que os clientes sofram por lutas políticas que eles entendem ter no seio das empresas. Estou a falar das greves em geral, nomeadamente às greves nos transportes», disse.

Sérgio Monteiro sublinhou que «as greves nos transportes prejudicam as empresas, a consolidação orçamental e fazem com que a reivindicação de manter as empresas na esfera pública esteja mais distante».

Isto porque, acrescentou, «numa empresa que perde receita porque está em greve, o Estado tem mais dificuldade em continuar a geri-la».

«Por isso, eles querem evitar que a concessão seja entregue a privados, mas depois tudo fazem para que essa concessão seja entregue a privados», disse.

Quanto à contribuição extraordinária sobre as telecomunicações, que está a ser ponderada pelos deputados do PSD e do CDS/PP, numa proposta de alteração ao Orçamento do Estado para 2014, Sérgio Monteiro disse: «O Governo apresentou a sua proposta de Orçamento, tinha medidas do lado da receita e da despesa, essa é a proposta do Governo».

«Cabe agora aos grupos parlamentares, se assim o entenderem, apresentarem propostas que, na opinião deles, melhore o Orçamento do Estado. Todos os grupos parlamentares, não só os da maioria, mas também os da oposição. E estamos aliás muito curiosos para ver as propostas da oposição relativamente à melhoria do Orçamento do Estado», afirmou.

A sobretaxa sobre as telecomunicações visa obter receitas adicionais que permitam atenuar os cortes salariais na função pública e reduzir a sobretaxa do IRS.