Por: Redacção / PP | 6- 2- 2010 11: 12
Artigo actualizado às 11h46
Após o Conselho de Estado, o Presidente da República, Cavaco Silva faz a análise
da situação actual do país e tenta aliviar a pressão. Em entrevista ao semanário «Expresso» elogia o ministro das Finanças,
Teixeira dos Santos e volta a dizer que caso de Portugal não tem nada a ver o da Grécia.
Cavaco Silva insiste que
as agências de rating são injustas e estão erradas, porque Portugal sempre foi um país cumpridor, mesmo nos tempos da revolução.
Em forma de apelo defende que seria bom que os partidos que aprovaram o Orçamento de Estado (OE) para 2010 se entendessem
no Plano de Estabilidade e Crescimento. Mesmo assim, ressalva a importância da aprovação do OE.
Na entrevista ao
semanário, o Presidente da República recusa crises políticas, que considera mera especulação. «Sou um homem de esperança,
não posso deixar de o ser». Aparentemente sem ter perdido a calma assume que o país está nervoso, até um pouco «excessivamente
nos corredores da Assembleia da República e edifícios limítrofes».
Na sexta-feira, durante o seu roteiro pelo país,
e na cidade de em Castelo Branco, Cavaco silva recusou comentar as alegadas escutas, divulgadas pelo semanário «Sol», que
denunciam um plano de José Sócrates para controlar vários meios de comunicação social. No entanto, o jornal «i» escreve na
sua edição deste sábado que o chefe de estado quer saber mais informações sobre o alegado plano para controlar a TVI.
No
entanto, este sábado em Idanha-a-Nova, à margem da segunda jornada do Roteiro das Comunidades Locais Inovadoras Cavaco Silva
sublinhou que Portugal é um «Estado de Direito» e que todos devem respeitar o princípio constitucional da «liberdade de
expressão e o pluralismo da comunicação social».
«Nos últimos dois dias tenho estado totalmente absorvido neste
roteiro das comunidades locais inovadoras na Beira Baixa e tem-me restado muito pouco tempo, até para descansar», afirmou
o chefe de Estado, questionado se concorda com a pretensão do PSD de ouvir na Comissão de Ética do Parlamento várias entidades
sobre o exercício da liberdade de expressão em Portugal.
Cavaco Silva sublinhou que «Portugal é um Estado de Direito».
«Principalmente nestas circunstâncias todos devemos respeitar a lei, tendo em conta os princípios constitucionais
e desses princípios constitucionais faz parte aquilo que acaba de referir, a liberdade de expressão e o pluralismo da comunicação
social. Mas entendo que nas circunstâncias em que se encontra o país, entendo que não devo acrescentar absolutamente mais
nada e continuar concentrado naquilo que me trouxe à Beixa Baixa, dar o meu contributo para o reforço da recuperação económica
porque acredito que as pequenas e médias empresas e as comunidades locais», afirmou.
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